E naquele dia, enquanto todos brincavam na rua, aquela menina cantarolava uma música antiga, registro de tudo que seus 12 anos não lhe deixaram viver. Talvez ninguém tenha vivido aquela alegria da história de um carnaval em que columbinas e pierrôs trocavam beijos e juravam um a alma do outro.
As memórias são águas dormentes. São nascidas em um rio onde nunca nos banhamos. Há que se inventar o arcoíris, o novo, a perfeição. A menina ainda não vivera o fogo, nem a água contida nas lágrimas do amor. Encontrava-se em frente a uma porta que jamais conseguirá abrir, mas sente-se extasiada, ao menos consegue bater a porta. E se abrem?


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